O mercado corporativo (e, por consequência, o mercado de trabalho) jamais passou por tantas mudanças em tão pouco tempo. Evolução tecnológica vertiginosa, globalização avançando em ritmo acelerado, modelos de negócios nascendo e morrendo todos os dias. Inventar e reinventar-se constantemente não é mais uma opção.

 

 Este ritmo acelerado e as mudanças constantes afetam também as pessoas. Os profissionais de hoje em dia têm expectativas muito diferentes daqueles que fazem parte de gerações anteriores. A maneira como eles enxergam as organizações e a própria carreira também passa por uma metamorfose profunda, em dias em que tudo é “pra ontem”.

 Um dos grandes reflexos destes novos tempos é a competitividade. Mas sob um prisma não imaginado até recentemente: o das empresas disputando a retenção dos seus talentos. A área de Recursos Humanos das organizações está sendo vista cada dia mais como estratégica, e a luta por manter os melhores colaboradores no time é parte integrante desta missão. Mas como fazer isso, na prática? Um bom salário não é o suficiente? Não mais.

O profissional desta geração espera muito mais da empresa em trabalha, ou vai trabalhar. Segundo um estudo conduzido pela Revista Forbes, que entrevistou 7.000 profissionais, o salário aparece apenas como sétimo item na escala de valores! Questões como liberdade e autonomia para realizar o trabalho, a importância das missões delegadas e o ambiente de trabalho aparecem antes.

Mas um item que aparece em terceiro lugar na referida pesquisa merece atenção especial: ética e postura empresarial. Vou repetir: ética e atitude empresarial é mais importante que o salário! O profissional desta nova geração considera muito importante a maneira como as empresas se comportam e são vistas no mercado. Atitude é tudo.

Não basta um crachá e um cartão de visitas. As pessoas querem pertencer a grupos, ter senso de engajamento. E este sentimento, que até recentemente era restrito a questões muito pessoais, como times de futebol, cantores ou bandas e marcas de itens de consumo, chegou até o ambiente corporativo.

 Não trabalho numa empresa. Faço parte dela. Esse é o espírito. Ambiente de trabalho inspirador, compromisso com as pessoas, com a sociedade, foco nas pessoas, dentro e fora da empresa. Mas como transformar a teoria em prática? Como despertar este senso de pertencimento? É possível? Felizmente, a resposta é sim. 

E muitas organizações já estão colhendo frutos por adotar uma postura positiva e responsável no mercado. 

E uma das iniciativas que colabora de maneira incisiva no desafio de construir uma empresa com esta postura é o investimento em Sustentabilidade. Empresas sustentáveis são mais saudáveis, tanto no aspecto financeiro como na imagem das suas marcas. Mais do que geradoras de receita, se tornam referência em serem geradoras de valor. E é com este contexto que as pessoas se identificam cada vez mais, e é neste contexto que elas desejam estar inseridas.

 É importante ressaltar que o compromisso da empresa precisa ser genuíno. Parece uma coisa óbvia, mas não é. Se as novas gerações estão menos exigentes em relação a planos de carreira e salários (coisas que empresas tradicionais sabem fazer bem), elas estão bem mais exigentes em relação à sustentabilidade (coisa que empresas tradicionais normalmente não fazem tão bem).

 Espere ser questionado sobre por que a logística da empresa não compensa emissões ou por que a cota de funcionários com deficiência não foi cumprida, assuntos que jamais estariam entre as preocupações e motivações dos funcionários há 10 anos atrás. 

Portanto, considerar Sustentabilidade como pilar estratégicos dos negócios já é fundamental há bastante tempo. Com o assunto ganhando espaço e importância a cada dia, devemos já pensar no próximo passo. Ao desenvolver as políticas de atração e retenção de talentos, adicione Sustentabilidade ao plano. A empresa, o colaborador e a sociedade ganham.

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Written by Guilherme Quandt