O dia-a-dia de um executivo envolve decisões que sempre visam melhorar sua empresa e isto é controlado de várias formas mas que invariavelmente leva às medidas mais elementares que são Faturamento (Receita) , Custos (Despesas) e Risco.

Ações de sustentabilidade estão comumente ligadas ao cumprimento das leis, em outras palavras ligadas a eliminação de riscos por atender a legislação ambiental e social que se aplica a empresa.

Mas além do controle de riscos ao negócio, existem outros motivos pelos quais uma empresa deve pensar em ter ações de sustentabilidade. Veja dois bons motivos!

Custo da contratação e do turnover

Em um mercado que compete por bons funcionários as empresas devem se preocupar com programas de atração e retenção de talentos. Quanto mais rápido conseguir atrair e mais conseguir reter os talentos menor será o custo de uma empresa. Nesta conta entra, no caso da atração, taxa de conversão de entrevistas em contratação, tempo de contratação, captação de interessados. 

Na conta de retenção entram os custos anteriores, pois ao perder um talento a empresa deverá atrair outro, além do custo perdido com treinamento e formação e um custo altíssimo que é o da perda da experiência de um talento.

Criar uma imagem e ter ações claras e públicas de sustentabilidade ajudam a empresa a atrair e reter talentos. Em igualdade de condições de mercado, como salário e condições de trabalho, as pessoas procuram identidade com a postura socioambiental da empresa, o que é denominado na pirâmide de Maslow comoBelonging em inglês ou pertencer. As pessoas querem pertencer, intuitivamente, a empresas que estão preocupadas em existir no futuro por conta delas e do que fazem para o ambiente ao seu redor.

Desta maneira com ações de sustentabilidade podemos atrair e reter talentos que além reduzir riscos, também afeta outra métrica fundamental despesas.

Diferenciação

O discurso de diferenciação é recorrente em todas as empresas: “Devemos nos diferenciar dos nossos concorrentes”. A busca por diferenciação técnica seja do produto ou serviço é fundamental, mas não deve ser a única. Empresas devem buscar diferenciação não somente no uso ou funções, mas também naquilo que os grupos de interesse valorizam na marca. Kotler define que a marca leva consigo uma promessa e pode ter vários significados:

  • Atributos: a marca tem o poder de trazer a mente certos atributos.
  • Benefícios: estes são traduzidos em benefícios funcionais e emocionais.
  • Valores: a marca também transmite os valores da empresa.
  • Cultura: a marca tem o poder de representar certa cultura.
  • Personalidade: a marca pode projetar certa personalidade.
  • Usuário: a marca sugere o tipo de consumidor que pode usar determinado produto.

 

Os grupos de interesse, como defendido por Freeman, envolvem clientes, sociedade, governo que valorizam cada vez mais atributos, benefícios, valores e cultura ligadas a sustentabilidade. Isto é comprovado pela Pesquisa do instituto Akatu lançada em 2013: “Outra descoberta importante da pesquisa é a tendência do consumidor brasileiro valorizar as premissas da sustentabilidade ao invés das da sociedade de consumo…”

Investir em sustentabilidade é uma caminho para que deve ser avaliado para melhorar suas vendas, seu faturamento.

Se você é um executivo ou está relacionado as área comerciais, marketing ou de gestão de talentos, pense sobre sustentabilidade além da obrigação legal pois pode ser um bom caminho para melhorar sua empresa.

Fontes: FREEMAN,R.E. Strategic Management: A stakeholder approach. Boston: Pitman, 1984.
KOTLER, Philip. Administração de marketing. Revisão de Arão Sapiro. 10. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2000.


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Written by Wellington Machado