O termo “ desenvolvimento sustentável” foi cunhado em 1987. Ele apareceu no relatório Nosso Futuro Comum, lançado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como Comissão Brundtland. As amplas recomendações levaram à realização da ECO 92, no Rio de Janeiro.

 

Com o passar dos anos, o assunto chegou com força ao ambiente empresarial, como não podia deixar de ser. No Brasil, o Instituto Ethos foi criado em 1998 e contribuiu para o nosso país ser um precursor do tema mundialmente.

 Em 2000, o então Secretário Geral da ONU Kofi Annan lançou o Pacto Global, um conjunto de princípios a serem seguido pelas empresas na direção da sustentabilidade.

Essa rápida retomada demonstra que a sustentabilidade já está presente no meio empresarial há mais de um década e que, portanto, já ultrapassou a fronteira do mero  modismo. Mesmo assim, são muitos os deslizes que testemunhamos diariamente.

Muitas empresas mantêm processos produtivos poluidores ou com alto risco de poluição. É só lembrar do caso da BP, responsável pelo maior derramamento de petróleo da história, no Golfo do México em 2010.

Depois do derramamento, as ações da empresa despencaram nas bolsas de valores, juntamente com a imagem de inovação e responsabilidade arduamente construída durante anos.

Tão críticos quanto este são casos de conduta ilegal e antiética no ambiente comercial. Em maio deste ano, o CADE aplicou a maior multa da história no processo de cartel do setor de cimentos. No total, foram R$ 3,1 bilhões em multas para 6 empresas, entre elas as marcas da Votorantim, Holcim e Camargo Corrêa.

Outras vezes, o descumprimento de leis e direitos humanos se dá fora das empresas, nas suas cadeia de fornecimento. Marcas como a Nike e Nestlé já sofreram grandes perdas de imagem frente à opinião pública por conta disso.

Organizações como o Greenpeace estão sempre fiscalizando e promovendo campanhas online. Uma das mais recentes chama-se Detox e demanda que grandes marcas da moda se comprometam a retirar produtos químicos perigosos das suas confecções e a não poluir os cursos d’água. C&A, Puma, Benetton e outras 17 grandes responderam com planos de melhoria.

OK, mas se todas estas grandes marcas já erraram e continuam por aí, por que é importante se preocupar?

Além das questões éticas óbvias, muitas pesquisas de mercado confirmam que as pessoas estão mais críticas com relação ao comportamento ético-sustentável das organizações. Veja alguns dados:

  • Segundo a Aspirationals, pesquisa global com 20.779 consumidores em 21 mercados internacionais, os novos consumidores têm como características principais a união da sustentabilidade, materialismo e influência cultural;
  • No setor de construção civil, uma pesquisa da Febraban  mostrou que os chamados edifícios verdes já são os preferidos na escolha dos consumidores. As pessoas querem aliar boas práticas ambientais, redução de despesas e qualidade de vida na hora de comprar um imóvel;
  • Cerca de 73% dos brasileiros planejam aumentar seus gastos com produtos e serviços verdes, sendo que 28% deles estão dispostos a gastar até 30% a mais por estes produtos e serviços, segundo a pesquisa realizada pela Green Brands Global Surveys;
  • Além disso, estudos indicam que os brasileiros demonstram grande preocupação com o aquecimento global. Os dados abaixo mostram que somos o país que mais se preocupa com o tema. Fonte Sustentax.

 

Assistimos ao surgimento de um novo momento, onde as pessoas querem qualidade de vida e exigem uma resposta das empresas frente aos desafios da sociedade.

Utilizar ações sustentáveis na construção da sua marca hoje pode ser um enorme diferencial. Amanhã, será um item obrigatório na estratégia de comunicação de qualquer empresas. 

banner.download.ebook

 

Written by Denis Trindade