O que é um crédito de carbono?

Termo utilizado coloquialmente: Representam os certificados obtidos através de projetos que efetuaram a redução/sequestro de emissões de Gases de Efeito Estufa. Um Crédito de Carbono corresponde a uma tonelada de carbono equivalente (tCO2e).

 

O que é um crédito de carbono equivalente?

O CO2e (crédito de carbono equivalente) é o resultado do potencial de aquecimento que os GEE possuem. O CO2 tem potencial de aquecimento igual a 1. Já o Metano tem potencial de aquecimento 25, ou seja, tem potencial 25 vezes maior de aquecimento que o CO2.

 

O que são créditos de carbono REDD+?

São créditos gerados através da conservação de áreas que correm risco iminente de desmatamento.

 

O que é precificação de carbono?

Precificação de carbono é uma forma de atribuir um custo para a produção de emissões de gases de efeito estufa (GEE).
GHG Protocol – o GHG Protocol é uma ferramenta utilizada para entender, quantificar e gerenciar emissões de gases. Foi originalmente desenvolvida nos Estados Unidos, em 1998, pelo World Resources Institute (WRI) e é hoje o método mais usado mundialmente pelas empresas e governos para a realização de inventários de emissões.

 

Os créditos Curupira são certificados?

São certificados pela VCS (Verified Carbon Standard) organismo que administra enorme quantidade de créditos de carbono voluntários certificados e auditados. A VCS homologou mais de 1300 projetos de geração de créditos.

 

Qual a vantagem de neutralizar com créditos REDD+?

Além de contribuir de forma efetiva para o combate as mudanças climáticas, os projetos de créditos REDD+ conservam áreas que correm risco de desmatamento iminente e estão associados a projetos sociais relacionados a conservação da floresta.

 

O que é o Mercado de Carbono Voluntário?

No mercado voluntário qualquer empresa, pessoa, ONG ou governo pode gerar ou comprar créditos de carbono voluntários. Esses créditos, também são auditados por uma entidade independente, sendo transparentes e rastreáveis. Não são utilizados por países que possuem meta de redução de emissões.

 

O que é Mercado Regulado de Carbono?

O mercado de carbono regulado surgiu em consequência do Protocolo de Quioto e as urgências em relação às mudanças climáticas. Assim, alguns dos principais países responsáveis pelo aquecimento global se comprometeram em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, criando obrigações legais para empresas/setores dentro de seus territórios que incluem o limite de emissões e a possibilidade de compra de créditos de carbono de mecanismos definidos em Quioto para compensar suas emissões, no período de 2008 a 2012.

Sou fornecedor de grandes empresas, qual vantagem de inventariar as emissões da minha empresa?

A importância se deve ao fato de mais de 70% das emissões de GEE das grandes empresas estarem associados à sua cadeia de fornecedores. Essas mesmas grandes empresas estão, cada vez mais, sendo cobradas legal e socialmente por medidas e ações positivas que atenuem os efeitos negativos das suas atividades econômicas. O primeiro passo, nas grandes empresas, foi atacar os 30% das emissões relacionadas diretamente às suas atividades.

Legislações ambientais mais restritivas, associadas à redução das emissões, são evoluções dos avanços das negociações internacionais e, atualmente, afetam apenas as grandes empresas atuantes no território nacional. No entanto, as empresas estão dando um passo à frente. Em 2015, um novo Acordo mundial sobre o Clima foi firmado e o Brasil passou a ter metas de redução de emissões nacionais. Qual será o impacto disto no setor privado? Embora não saibamos qual será a magnitude deste impacto, já sabemos que os setores serão cobrados. E a preocupação atual é em como preparar a cadeia de fornecedores, composta principalmente por pequenas e médias empresas para essas mudanças em curso.
 

Quem regula o preço do crédito?

Em um sistema de comércio de emissões, o preço do carbono (preço de uma tonelada de gás de efeito estufa) é definido como em qualquer mercado, ou seja, a partir das transações voluntárias de seus participantes. O preço do carbono emergirá das transações de compra e venda entre os participantes do mercado.
 

Verificação

Processo sistemático, independente e documentado, para avaliação de uma declaração de gases de efeito estufa com base em critérios de verificação acordados. Em alguns casos, tais como em verificações de primeira parte, a independência pode ser demonstrada pela isenção de responsabilidade no desenvolvimento de dados e informações de GEE.
 

Retirada de Créditos de Carbono

A retirada de reduções verificadas de emissões é um procedimento realizado pelo registrador, a qual impede que a redução verificada de emissão seja comercializada e transferida novamente. Este procedimento ocorre quando a redução verificada de emissão é adquirida no mercado e uti­lizada para compensar as emissões de uma determinada atividade, isto é, quando um comprador utiliza a redução verificada de emissão para compensar a quantidade de gases de efeito estufa contabilizados em CO2e. O procedimento de retirada de de reduções verificadas de emissões não se aplica aos casos nos quais a compra tem como objetivo revenda ou investimentos.
 

Relatório de Verificação

Relatório resultante da verificação, realizada por uma terceira parte designada, sobre as redu­ções de emissões alegadas em relatório de monitoramento.
 

Reduções Verificadas de Emissões

Corresponde a uma unidade verificada de acordo com os requisitos estabelecidos pela ABNT NBR 15948: 2011, igual a uma tonelada métrica equivalente de dióxido de carbono (CO2e).
 

Monitoramento

Avaliação contínua ou periódica de emissões e remoções de GEE ou outros dados relacionados aos GEE.
 

Carbon Disclosure Project (CDP)

O CDP é uma iniciativa (sem fins lucrativos) formulada por investidores institucionais e dirigida às empresas listadas no FT500, visando obter divulgação de informações sobre as políticas de mudanças climáticas, para adequação das decisões de investimento. Serve para informar os investidores acerca de riscos e oportunidades significativos apresentados pelas mudanças climáticas e informar à administração das empresas sobre as preocupações dos acionistas quanto ao impacto dessas questões sobre o valor da empresa. Mais informações em www.cdpproject.net.

 

Compensação de Emissões de GEE

Refere-se à prática de utilizar um projeto para compensar as próprias emissões. Podem ser considerados projetos de redução de emissões externo às operações da organização (por exemplo, projetos de queima de metano em aterros ou desmatamento evitado – REDD) ou projetos de sequestro de carbono, desde que fique comprovado que o carbono estocado seja permanente (por exemplo, projetos de restauro florestal em áreas próprias ou de terceiros). Compensar emissões é diferente de reduzi-las. Enquanto que uma redução impacta diretamente o inventário, referente aos escopos 1 e/ou 2 da companhia, a compensação não altera esses números. Ambas as informações devem ser reportadas no inventário, separadamente.

 

Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima

Esta convenção objetiva a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que impeça uma interferência antrópica perigosa no sistema climático. Esse nível deverá ser alcançado em prazo suficiente que permita aos ecossistemas adaptarem-se naturalmente à mudança do clima, que assegure que a produção de alimentos não seja ameaçada e que permita ao desenvolvimento econômico prosseguir de maneira sustentável. Foi estabelecida em maio de 1992 e assinada no mesmo ano por 154 países e a Comunidade Europeia, entrando em vigor em 1994. Em dezembro de 1997 aprovou em sua conferência anual, realizada em Quioto, no Japão, o então chamado “Protocolo de Quioto”. Fonte: http://www.onu-brasil.org.br/doc_clima.php.

 

Written by Denis Trindade