Importância da entrada em vigor do Acordo este ano

 

Assinado em Abril de 2016 por 195 países, incluindo os EUA e a China, o Acordo do Clima de Paris foi considerado um marco na história. Chegou-se a conclusão que algo precisa ser feito e urgentemente para conter o aumento da temperatura global. A meta principal é conter o aumento em no máximo 1,5º C até 2100.

Cerca de 5 meses depois da assinatura, mas precisamente no dia 04 de Novembro, começa a valer as metas de emissões para os assinantes do tratado. Países e empresas terão que prestar contas de suas emissões com a promessa de reduzi-las de acordo com as metas aceitas.

A velocidade que o Acordo entrará em vigor é um sinal a urgência da questão. Um economia de baixo carbono começa a vigorar e a sociedade terá que se posicionar e pressionar ações de combate às mudanças climáticas. O Acordo de Paris será bem sucedido se as metas ambiciosas de redução forem atingidas. Se queremos viver num mundo seguro e próspero não podemos nos abster de um mundo com menos emissões e preservação dos recursos naturais.

O mundo está mais quente

 

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Aumento médio temperatura mundial. FONTE: NOOA.

Os 15 anos mais quentes já registrados ocorreram neste século. O ano passado foi o mais quente desde o início das medições e tudo indica que em 2016 teremos um novo recorde. Se continuarmos neste ritmo, enfrentaremos problemas cada vez mais graves de abastecimento de água e produção de alimentos, além da maior disseminação de epidemias transmitidas por mosquitos.

O que fazer

 

Precisamos ZERAR as emissões líquidas de gases de efeito estufa até a metade do século. Por isso, precisamos avançar muito até 2050. As causas do problema são bem conhecidas, assim como as soluções. Ou seja, temos um sólido alicerce – o que precisamos agora é colocar a mão na massa.
Isso significa eliminar todo o desmatamento e trocar combustíveis poluentes por energias limpas. Isso implica, por exemplo, eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis.

Aliás, você sabia que o petróleo só é competitivo porque é fortemente subsidiado por governos de todo o mundo? Imagine se esses subsídios fossem para as energias solar e eólica! Este é um exemplo do que precisamos fazer já!

Quanto menos poluição no ar, menos aquecimento global… e menos gente doente. A economia que o corte nas emissões de poluentes pode representar em termos de saúde, segurança e meio ambiente pode ser revertida para mais energias limpas, criando um círculo virtuoso de crescimento.
Precisamos de níveis significativamente mais elevados de investimento em ações climáticas e no desenvolvimento de capacidades e transferência de tecnologia e desenvolvimento, particularmente em apoio aos países em desenvolvimento.

Estes muitas vezes são os mais afetados pelas mudanças climáticas – mas são também os que menos têm infraestrutura para responder a elas. A adaptação ao aquecimento global continuará a ser uma prioridade urgente.

Empresas e mudanças climáticas

 

Os investidores estão cada vez mais preocupados em relação a como as empresas fazem a gestão de seus riscos climáticos, porque reconhecem que ocorrência de eventos climáticos extremos pode causar perdas econômicas cujos riscos não se pode ignorar.

Relatórios de sustentabilidade ajudam a dar transparência a esses riscos, mas é necessário também gerenciá-los. Uma transição para uma economia de baixo carbono, as empresas devem se apoiar numa política climática forte, de maneira que possam saber para onde direcionar seus investimentos.

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As pessoas mudaram. O mercado está mudando. Sua empresa está preparada para um mundo onde os riscos climáticos influenciarão seus resultados? O Curupira tem uma equipe especialista em mudanças climáticas que pode ajudar sua empresa a traçar as melhores estratégias rumo a uma economia de baixo carbono geradora de resultados.

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Written by Denis Trindade